Vítimas são mãe e filho. O pai, libanês, também foi morto e outra criança brasileira está hospitalizada
Ainda segundo o Itamaraty, a embaixada brasileira em Beirute está em contato com a família dos brasileiros mortos para prestar assistência, inclusive à outra criança hospitalizada.
A ofensiva israelense no Líbano já deixou mais de 2.500 civis mortos. Na semana passada, um bombardeio resultou na morte da jornalista Amal Khalil , além de outras quatro pessoas. Segundo a rede Aljazeera, pelo menos 40 pessoas foram mortas por ataques israelenses desde o início do cessar-fogo em abril.
Leia a nota do Itamaraty na íntegra:
"O governo brasileiro tomou conhecimento, com consternação e pesar, das mortes, em 26/4, de criança brasileira, de 11 anos, de sua mãe, também brasileira, e de seu pai libanês, vítimas de ataque das Forças de Defesa de Israel. Outro filho do casal, igualmente brasileiro, encontra-se hospitalizado. A família encontrava-se em sua residência, no distrito de Bint Jeil, no Sul do Líbano, no momento do bombardeio.
Esse ataque constitui mais um exemplo das reiteradas e inaceitáveis violações ao cessar-fogo anunciado em 16 de abril, as quais já resultaram na morte de dezenas de civis libaneses, incluindo mulheres e crianças, assim como de uma jornalista e de dois integrantes franceses da Força Interina das Nações Unidas no Líbano (UNIFIL).
Ao expressar sinceras condolências aos familiares das vítimas, o Brasil reitera sua mais veemente condenação a todos os ataques perpetrados durante a vigência do cessar-fogo, tanto por parte das forças israelenses quanto do Hezbollah. Condena, ainda, as demolições sistemáticas de residências e de outras estruturas civis no sul do Líbano, levadas a efeito, ao longo das últimas semanas, pelas forças israelenses, e a persistência do deslocamento forçado de mais de um milhão de libaneses.
Nesse contexto, o Brasil exorta as partes ao cumprimento integral dos termos da Resolução 1701 (2006) do Conselho de Segurança das Nações Unidas, que estabeleceu os termos do cessar-fogo que encerrou a guerra de 2006, e à imediata cessação das hostilidades, com a retirada completa das forças israelenses do território libanês.
A Embaixada do Brasil em Beirute está em contato com a família dos brasileiros falecidos para prestar assistência consular, incluindo para o filho hospitalizado."
Governo Lula se manifesta sobre morte de criança e mãe brasileiras em ataque de Israel ao Líbano
O Ministério das Relações Exteriores confirmou nesta segunda-feira, 27, que uma criança brasileira de 11 anos e sua mãe, também brasileira, morreram em um ataque de Israel ao Líbano. O pai da criança, libanês, também morreu no ataque. Outro filho do casal, brasileiro, está internado em hospital. Segundo o Itamaraty, a família estava em sua residência, no distrito de Bint Jeil, no sul do país, no momento do bombardeio.
“Esse ataque constitui mais um exemplo das reiteradas e inaceitáveis violações ao cessar-fogo anunciado em 16 de abril, as quais já resultaram na morte de dezenas de civis libaneses, incluindo mulheres e crianças, assim como de uma jornalista e de dois integrantes franceses da Força Interina das Nações Unidas no Líbano (UNIFIL)”, disse o Itamaraty, em nota.
“Ao expressar sinceras condolências aos familiares das vítimas, o Brasil reitera sua mais veemente condenação a todos os ataques perpetrados durante a vigência do cessar-fogo, tanto por parte das forças israelenses quanto do Hezbollah”, afirmou a pasta. “Condena, ainda, as demolições sistemáticas de residências e de outras estruturas civis no sul do Líbano, levadas a efeito, ao longo das últimas semanas, pelas forças israelenses, e a persistência do deslocamento forçado de mais de um milhão de libaneses.”
O MRE pede que as partes cessem hostilidades e que Israel retire as suas tropas do território libanês. A pasta também informa que está em contato, por meio da embaixada em Beirute, com a família das vítimas brasileiras para prestar assistência.



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